
ROSAS TUMULARES
Por Rogério S. de Farias
Andei sozinho na noite brumosa
dos meus sonhos de saudade,
por essa necrópole silenciosa
te vi, meu amor espectral,
banhada ao luar na frialdade,
estavas nua e lânguida como a Verdade.
E te vi morta, meu amor, minha loucura,
à campa final deitada em silêncio e ternura,
e no teu derradeiro leito, crucificada,
Tu alma pura por fim libertada
desses grilhões da Desventura.
E sobre o teu túmulo,
ofereci-te uma rosa branca e outra rubra,
para que o meu amor eterno
do frio da morte te cubra.