ROSAS TUMULARES


Por Rogério S. de Farias

(Este poema foi publicado pela primeira vez pela Editora FreeBooks, numa coletânea de 

contos do poeta e contista Edgar Allan Poe, está no finalzinho do livro, cliquem aqui para 

lerem)




Andei sozinho na noite brumosa


dos meus sonhos de saudade,


por essa necrópole silenciosa


te vi, meu amor espectral,


banhada ao luar na frialdade,


estavas nua e lânguida como a Verdade.




E te vi morta, meu amor, minha loucura,


à campa final deitada em silêncio e ternura,


e no teu derradeiro leito, crucificada,


Tu alma pura por fim libertada


desses grilhões da Desventura.




E sobre o teu túmulo,


ofereci-te uma rosa branca e outra rubra,


para que o meu amor eterno 


do frio da morte te cubra.





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