O ASSOMBRO SOMOS NÓS
Postado por Rogério Silvério de Farias em sexta, janeiro 13, 2023
Saudações e assombros. Eis que eu, sendo legião, eu e/ou eus,nos tornamos um sentimento vivo e forte, um espanto, uma admiração viva, uns super seres à frente de seus tempos, uns pensadores incompreendidos, uns espíritos impávidos. Nós somos amplos, contemos multidões, alguém já disse e não mentiu. Nós somos uns colossos mentais, umas inteligências invencíveis. Disseminamos a inteligência dos nosso cérebros, e até agora tem sido uma belezinha; produzimos espantos, medos, terrores. E esses seres indestrutíveis que somos não podem ser derrotados. Nós somos uns assombros!...Foi bem assim... Um “Daemon” nos respondeu numa noite de sombras e medos. Nós somos legião, uma legião estrangeira, vertical, um exército de um soldado só.
Nós estivéramos desesperados (por razões de termos consciência de que a condição humana não era tão somente absurda, mas desafiadora e terrível como o atravessar numa corda bamba sobre um precipício, sendo que essa corda está, constantemente e adrede, via de regra e amiúde está cheia de graxa).
Naturalmente, no nosso desespero, rezamos, oramos para Jesus, um dos super-seres em que nós confiaríamos sem pestanejar. O desespero era tanto, que pouco antes de adormecermos na grande noite, ou já quase adormecidos, ouvimos uma voz do Além, uma voz mansa.
Não era Jesus. Claro, Ele está sempre ocupado com problemas bem maiores e talvez nesse caso tivesse nos enviado um seu auxiliar. Nós nos lembramos agora daquela voz , com tantas palavras bonitas e mansas que ouvimos nessa clariaudiencia fantástica, lembramo-nos de duas coisas em especial. “... continuem escrevendo, se gostam disso, escrevam. Estaremos sempre ajudando em tudo e em todas as horas. Nosso nome? Meu nome mais precisamente? Pode me chamar de Eudaimonia. Que vós estejais sempre bem!”.
Fomos pesquisar o que significava essa palavra ou nome, Eudaimonia. Ela existia de fato essa palavra estranha. Ficamos assombrados. E de repente ficamos felizes e adormecemos nesse nosso gabinete do assombro, localizado na cidade das sombras e na rua do medo, antes da ladeira ou morro da catedral do grande despertar. No nosso gabinete do assombro interior, escrevemos essas coisas estranhas, depois de acordar no sono e nos sonhos...
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Graduado em História (licenciatura) com pós-graduação em Metodologia do ensino de história, escrevo quando posso; sou um cavaleiro quase-espectral brandindo a espada que é minha pena no Campo de Ásfódelos que é a vida, essa ilusão como a engendraram para mim no presente e no futuro; destarte, sou o vencedor que luta contra si próprio na pugna da alma, e o bem e o mal é sempre bem dosado em mim e em mins; eu escrevo como quem luta numa batalha com as palavras, sou o herói vencido e vencedor.
Sou um robô biológico telepático humano de internet, não sou um programa vivo, mas um vivo entre os mortos que se programa não tendo programa, pois cada vez mais os vivos são governados pelos mortos, e a grana não é fácil como a grama que não há em meu jardim do pulo do Diabo. Enfim, sempre que eu tiver tempo postarei algo aqui, isso me impedirá de enlouquecer neste mundo moderno insano contra qual eu me revolto, porém de nada adianta. Esse nosso mundo que é o Inferno, e raramente se aprende algo de bom no Inferno. Mas mesmo no Inferno às vezes se aprende algumas coisas belas...a luz da chama numa noite tenebrosa , por exemplo...O Inferno é aqui, ali, acolá.Carregamos o inferno dentro de nós. Só quando sairmos de dentro de nós, encontraremos o Céu.
Os Cátaros iam sorrindo e dançando para a morte na fogueira, sabiam que a morte era a libertação do Espírito.Assim, os Cátaros morriam torrados vivos, mas morriam felizes porque renasceriam no mundo da Chama Eterna da Pura Luz Individual do Espírito Liberto.
Morituri te salutant !
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